Romantismo
O período romântico no Brasil coincide com o processo de nossa Independência. Havia uma preocupação de se criar uma consciência nacional. Inicia por volta de 1836 e cria um novo público, pois torna-se mais popular. A literatura sai do campo para a cidade, mas é preciso lembrar que ainda assim continua sendo para uma elite. O público leitor é composto principalmente por mulheres (da elite) e estudantes. Surge o romance e o teatro ganha um novo impulso.
As características básicas do Romantismo podem ser vistas sob os aspectos do conteúdo e da forma. Quanto ao conteúdo havia o predomínio do nacionalismo (exaltação da natureza pátria, retorno ao passado histórico e na criação do herói nacional - que no Brasil era o índio) e do sentimentalismo (valorização dos sentimentos e das emoções pessoais - subjetivismo). No Romantismo, o poeta se coloca como o centro do universo e com isso há um choque entre a realidade e a sua visão de um mundo ideal. Aparece, então, o tédio e a frustração e em seqüência uma tentativa de fuga da realidade: a busca da morte.
Quanto à forma, a literatura romântica se apresenta desvinculada dos padrões e normas estéticas do Classicismo. A poesia romântica se caracteriza pelo verso livre (sem métrica e sem estrofação) e o verso branco (sem rima).
Em 1881 podemos considerar o fim do Romantismo quando surgem os primeiros romances de tendências naturalista e realista.
Os principais autores do Romantismo foram: Gonçalves Dias, José de Alencar, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Castro Alves e Bernardo Guimarães.